Sunday, November 27, 2005

Quase oração


Imagem:Vera Cymbron


Quando eu crescer, Deus meu! Não me deixe careca nem barrigudo. Se me deixar careca... Não me livre dos fios dos pensamentos ralos. Não me deixe ralo, raso, superficial. Não me deixe mal no retrato. Nem quebrando em sorrisos falso, ao lado de quem eu nem conheço os olhos. Não me deixe apático! Mas também não me deixe revoltoso só por exercício. Também não me deixe rico, nem meio pobre. Não me deixe vestindo-me de pobre para enriquecer depressa e nem preso ao medo de perder antes mesmo de conquistar. Quando eu crescer e ficar careca, afaste de mim a carência de estar sempre cercado. A carência de perder o status, o garbo e o colo para os filhos. Mas não me deixe menino, fazendo cenas e bicos, nem muito adulto, infartando de tudo que eu me fartei.
E se me deixar barrigudo... Que não seja do chopp dos happy-Hour com o pessoal do serviço, nem dos cacoetes do machismo. Que eu seja um barrigudo de não ser quadrado, e de certa e charmosa displicência. Que não seja de ter engolido o mundo, de não ter vomitado tudo o que era demais. Que seja uma barriga característica da anatomia humana e só! Quando eu crescer Deus meu, não me deixe tão alto de pretensão, nem de pressão arterial. Não me deixe acima das minhas possibilidades e nem dos aeroplanos.
Que eu não me eleve até aonde as pessoas não conseguem me alcançar. Mas também que eu não seja baixo demais. Feito planta rasteira, quase imperceptível. Que eu não seja baixo demais a ponto de ter que sair sempre de salto alto, ter que me pendurar nos outros e ter dores muscular. Mas Deus Meu, por favor, quando eu crescer, dê um jeito de me avisar que eu cresci, assim, só para eu entender sobre o tempo, a importância da passagem, entender o que é bagagem e o que de resto são bobagens que a gente insisti em carregar.

Saturday, November 26, 2005

Chorões mesmo sem lágrimas



Imagem: Roda de Samba de Heitor dos Prazeres


Eu até te ensinaria, caso você não fosse tão sentimental. A gente precisa abstrair uns sentimentos as vezes, chorar menos para poder acumular um tanto de mágoas. Mas você se esvazia de uma forma que te deixa fraco. Sem forças....sem água
Tem um rio guardado dentro de mim, e se eu não me cortar, e sangrar e doer muito...ele vai ficar por anos, me enchendo e, vez ou outra, vertendo em cima deste teclado estúpido em forma de literatura burra, dura ou piegas. Você esconde os panos, você faz planos e quer fugir.
Eu finjo muito bem mesmo, eu fujo o olhar, invento outros alvos. Mas não, eu não vou esvaziar o que há em mim para saudar o novo que me pegou tão distraída enquanto ouvia Noel. Alguém rodopiava em sorriso fácil. Meu sorriso falso de contrair os dedos e mexer os cabelos era um prenúncio. Aquela mais outra engasgada cerveja gelada eu pedia pra te prender por uns instantes, pra eu aprender que mãos entrelaçadas não é tão bonito, e o ritmo na caixa de fósforo eu queimei com os palitos. Mas eu não vou cortar os pulsos, não vou contar os minutos nem conter o rouquidão...os chorões nesta noite fria de verão, me ensinaram umas frases de efeito. Não vai rolar nada baixo cílio...lágrima nenhuma...eu entôo em coro com os descontes, estas frases por entre os dentes...Enquanto você prende o seu em m sorriso bonito qualquer. Depois você chora um rio. Se afoga, me envolve... por instantes afundo também. Os chorões trazem Cartola. Pego mais duas no bar...como naufrago...salvo pela ressaca.

Thursday, November 24, 2005

Eu estou por fora. Me disse agora o Belchior

Eu tenho medo de gente organizada, arquivada. Gente lista de supermercado, item por item.
Eu temo gente crescente, decrescente, sincronizada.
Eu temo mais a ordem lógica das coisas, do que o caos.
Tenho medo de gente gaveta, separada por etiquetas, embalada em plásticos.
Medo dos grampos vermelhos que vedam a entrada de corpos estranhos.
Tenho medo de gente normal, igual, comum. Medo dos corpos comuns.
Medo de quem não pega, não cheira, não morde.
Medo de quem tem medo de carne.
Medo de quem tem tantas ideologias. Simbologias. Idiossincrasias.Parágrafo, aspas e travessão.
Tenho medo de quem não atravessa a avenida sem ter motivo.
Medo de quem sabe o lado certo de ir.
Medo de quem sabe onde ficar.
Eu tenho medo de quem me pergunta demais.
Medo de quem me esquece demais.
Medo de quem finge por medo.
Medo de quem ri sem graça.
Medo de quem usa veneno contra traças, contra caspas, contra cócegas.
Temo quem não fala sozinho, quem usa mensagem subliminar.
Eu tenho medo de quem não tira sarro na minha cara e nem jorra privado a baixo a merda que sempre é o day-after.
Tenho medo de ser protegida.
Eu tenho medo das coisas simples da vida.
Medo de gostar das coisas simples e pegar na mão.
Tenho medo de amar e de doce de sagu. Mas não tenho medo de avião

Sunday, November 20, 2005

N.D.A - (Quase crônica - quase justificativa)



Publicado no PROVOCARE

"Não é suficiente ensinar ao homem uma especialidade. É essencial que ele tenha uma compreensão e um sentimento vivo em relação aos valores..(...)"Albert Eistein,1952, "New York Times"


Não me venham com panos quentes e não me apontem uma arma na cabeça. Esqueçam! Eu não votei nem pelo Sim, nem pelo Não, nem pelo Mais ou Menos. Também não negligenciei meu papel de cidadã...me justifiquei. Mas não justifiquei como realmente gostaria, apenas preenchi um papel com meus dados, confirmando que eu estava léguas do meu colégio eleitoral (aliás, meu colégio de verdade por bons 11 anos).
Na edição passada, uma criança com uma arminha de brinquedo soltava bolinhas de sabão, para , mais uma vez, justificar outro papel. O papel de imprensa, que presta serviços ao avisar ao cidadão que ele tinha obrigação no belo e ensolarado Domingo do dia 23. Entre embates e debates com o próprio povo do jornal, acabamos decidindo pela singela menina....inofensiva. Nenhuma apologia ao Sim – em coro aos artistas globais. Também nem ao Não! Contrários aos nossos colegas "fodões" da dita (cuja) "grande imprensa", não prestamos serviços para nenhum lado, Não daquele lado, não daquelas apenas duas opções, A La Mengele nos campos, decidindo o final fantástico de cada um, dependendo do lado apontado, neste caso, teclado.
N.D.A . Para mim, nenhuma das alternativas. E tem justificativa sim! Não aquela lá, do nominho no canhoto....Eu, quando criança, nunca tive, sequer, uma metralhadora de água da Estrela...nada. Mais uma vez eu vou culpar Papai por mais esta censura. Nem para nós meninas, (somos em três), tão pouco para o meu Macho irmão, foi concedido o porte de arminhas de brinquedo. Ele tinha justificativa também, claro. Para meu Pai, a familiarização com as armas nos deixariam mais propensos a não temê-las. Tem até fundamento, mais não tem muito esclarecimento na tese, talvez se ele tivesse vivido mais, poderia ter trabalhado melhor na conclusão.
Eu acho um charme quem sabe manusear uma arma, no meu fetichístico conceito faroéstico de virilidade, claro.
Considerando que tenho coordenação motora de uma criança que fugiu das séries primárias de formação, a noção tempo-espaço com 3 horas de atraso e força nos braços de uma levantadora de copos (americano, porque são mais leves), manusear uma arma requereria de mim, o dobro do esforço das pessoas normais. Mas também não chega a ser minha meta para 2006.
Enfim, falei, falei e não cheguei aonde queria, a tal da justificativa, já que eu não engoli muito aquela história de papelzinho.
Parece piada, me senti ridicularizada e subestimada quanto a minha capacidade intelectual, ou mesmo de discernimento. Jogar em mim a responsabilidade quanto a uma escolha tão idiota, entre um SIM, que parecia bacana, politicamente correto e engajado...mas que já existe e é lei, ou um Não, que, bizarrices às favas, não faz diferença alguma. Tem um puta comércio que enriquece, quem mais compra armas são os ilegais mesmo, o bandido é anos-luz mais armado que o Estado que nos protege, acidente com arma de fogo mata muito mesmo, assim como faca, pedaços de vidro, a merda do meu cigarro,porrada, Pit-Bull...E aí. No que altera o meu voto consciente e cidadão entre Não e Sim. Na minha modesta opinião, só uma coisa, agora os culpados pelos elevados índices de crimes com armas de fogo é culpa de alguém ai que votou Não e o Não ganhou. Eles te incitaram para dividir a culpa. Para mim, é o que há. Se não for para repartir a culpa de políticas sociais mal estruturadas, só pode ser para grifar naqueles livros didáticos de História Moderna e Contemporânea, "Mais um ato cívico, resultado de uma democracia forte e sustentável" .Pôr que, cá pra nós, incrível como neste país democracia é sinônimo de eleição, plebiscitos, referendos e impeachments...
Não consegui vislumbrar a mudança no meu país a partir do meu voto do Sim – que negava e do Não liberal, tão confuso quanto a explicação da importância do ato. A mudança, ao meu ver começa lá na educação, é lá na base, é lá no salário-incentivo aos professores, nos cursos de formação e capacitação aos docentes mais decentes, com conteúdo para que eles não durmam durante a apresentação cafona daqueles Power Point, lá nas crianças na escola e não nos faróis, nas roças, nos engenhos, nos motéis de beira de estrada. É lá na infra-estrutura desta família, na água encanada, na luz e, pelo amor de todos os narizes e anti-corpos, no esgoto. No abatimento de impostos para as empresas com projetos bacanas de responsabilidade social, com projetos sociais que não tenham caixa 2, com hospital, com maca e com vacina pra gente, não só pra gado, com médicos humanistas, com uma política de inclusão eficiente, com plataformas de acesso aos deficientes em lugares públicos, com conteúdos de informação em Braille, com incentivo a cultura, com valorização do Bumba, do Saci, do Xote, do Boto, da fabricação de lacticínios, de pinga curtida, de balas de banana, de panelas de barro e carrancas coloridas, com um concurso nacional da Literatura de Cordel, com atividades artísticas, educacionais, arroz e feijão, profissionalização e educação lá no morro, lá no asfalto, lá na beira do rio, lá no meio do sertão, no igarapé, na tenda, na Oca, na gruta, embaixo do viaduto... É isto, minha justificativa quanto a minha falta é que eu não acredito nesta novela "Pastelão" de cobrir a cabeça e deixar os pés de fora. Não é tirando as armas das mãos das criancinhas, como fazia meu Pai. É educando estas crianças, ensinando valores, história, física, música, esportes, para que ela, quando crescer, por mais que ache um "certo charme" certas coisas e tenha uns fetiches pra lá de piegas como eu, tenha discernimento quanto ao rumo que as coisas acabam por tomar. Para que ela possa Ter escolhas, mais amplas e mais contundentes, uma profissão, se quiser, Ter filhos, se quiser, possa trabalhar e ficar rica, ou, se quiser, possa ser jornalista...Ter sonhos, contas, Ter pátria, Ter direito, deveres e justificativas, claro! O problema desta luta não são as armas, mas o alvo!

Sunday, November 06, 2005

Domingus Tecum


(Foto:Paisagem urbana de Rose Elena Mazzer )

O Domingo está lindo – o astro rei invade a sala de estar... impávido, colosso. Amigos no Paraná e na Dinamarca. Saudades – a tradução do que verdadeiramente é a última flor do lácio.
Enquanto o copo – plácido, plástico, descartável – acumula restos de um líquido amarelado, quase redenção! Restos de um tipo de papel envolto a uns tipos de elementos químicos e tabaco – quase poluição! O mea-culpa da semana inteira. Que começou na Terça. Que alterou registro de nome de filho e ideais de vida inteira. E nenhum hierofante de esquina apareceu pra ler a minha sorte. Para me dizer que pode ser amor, ou dor, ou carência...paciência. Hoje é Domingo – O Sílvio Santos de cueca –na minha imaginação mambembe - pede audiência . O meu umbigo pede decência. O Zeca Baleiro pede passagem. Meu estômago – pede Ribeira. e o Lenine volta- um pouco mais de paciência!!!
O Domingo está indo – a movimentação do tráfego na Marginal Dom Aguirre tremula a coleção disforme de latas entreabertas, equilibristas entre a pilha de revistas da semana que passou e os recortes de jornais de ontem. Neles – os classificados não são os primeiros- são os que em desespero se anunciam, se trocam, permutam-se. A labuta do dia de folga e a foto que enrola o peixe envolto a matéria da construção dos piscinões. A vocação dos sermões é do dia de hoje.
O Domingo está rindo – Logo passa alguém feliz na televisão, que hoje eu não me permiti. Logo as casas, os templos de louvação se renderam em preces e murmúrios. O taciturno senhor dos castigos se rasgará em sorrisos ante as oferendas de fé e sessões de lordoses. A dose do cálice- para que calem-se – nunca é compreendida. E o Domingo é tomado pela retórica das oratórias decoradas do livrinho.
"Meu santinho – eu não sei o que significa unigênito – mas é meu jeito"
"Meu senhor – Homilia é o mesmo que humilha?
E a multidão de ovelhas seguem herméticas ...
E o Domingo segue depois do sol
Notas dominicais: Não há um boteco aberto num raio de 200 ms.

Saturday, November 05, 2005

Quase Editorial (quase romance)

Editorial de apresentação do PROVOCARE
Agosto-2005

Eu cresci entre os poetas malditos e os jornalistas maldosos. Entre as letras sinuosas, entre os Hemingways minuciosos. Entre as Zeldas loucas e as professoras que me pediam pontuação. Os Bukowiskis sacanas e os Taleses de grandes sacadas humanas. Entre o humor do Francis e o amor de Gabo, entre o cavalo que sorriu da Clarice e a Alice astuta de Wharoll. E a política de Gullar – singular/plural/Opinião – E a mítica de Caetano no seu Estrangeiro, no Estrangeiro de Camus. O balão do quase romance de Cony. Quase memória das amoras do vale de OVNIS de Hilda Hilst. E a embriagues exilada das noites dos malditos – benditos, bem-vindos... Todos!
A contestação ou a aquietação – que seja! Provocada, inspirada, restaurada – que seja! Pela arte, pela parte que mais te parte ou te constrói – que seja! É o recorte mais evidente no ser humano. Aquele que tange mais profundo, que faz aquele recorte necessário no cotidiano – para que ele valha caber numa canção do Chico. Para que suportemos fazer as nossas coisas. Visitar nosso caos. Contar nosso causo. Ler nosso Camus. Para que valha a pena. Eu acredito nisso – tanto que ao iniciar e inaugurar o editorial– exponho alguns laços da relação da interferência provocativa da arte, da cultura na minha vida. Assim – apresento o PROVOCARE – e faço uso das palavras de um dos grandes nomes do jornalismo no Brasil – Ulisses Capazzoli – para explicar o que quer dizer esta palavra:
"Na origem latina PROVOCARE, pode ser entendido literalmente como "fazer falar", equivalente a "fazer pensar". Ninguém fala criativamente sem pensar. Falar e pensar são ações indissociáveis – tanto quanto o tempo, no universo einsteiniano, não pode ser destacado do espaço. Falar-pensar e universo-tempo são, por isso, contínuos inseparáveis"(Ulisses Capazzoli)
Comprometido com a crítica social, com as questões artísticas, culturais, históricas e cotidianas – não necessariamente nesta ordem. Não apenas uma conquista do povo de Votorantin - um lugar onde a cultura caminha a passos largos - mas também de uma gama de artistas, jornalistas, intelectuais, formadores de opinião e público em geral carentes de publicações que discutam a sociedade, política, filosofia, arte e a cultura tanto local quanto num contexto mais abrangente.
O PROVOCARE nasce como espaço da discussão, da explanação despretensiosa, do dedo de prosa, da não burocratização editorial - e as favas os manuais de redação e estilo. As favas e as vaias da platéia que não crê em pré-estabelecidos, em pré -conceitos – as palmas e aos pés daqueles que ainda acreditam. Seja lá no que for, mas ainda conservam a grandeza daquilo que uns chamam de utopia, e que os responsáveis por este jornal preferem interpretar como esperança!
Falando em esperança – esta edição trás, além de artigos, resenhas e entrevistas – Histórias bem bacanas como a da Amanda e do Gelson, portadores de deficiência e duas figuras, cheios de talento e garra que se valeram da arte para encarar a vida com outras cores e sobre outras lentes. E se a arte é capaz de tanta mudança, de trazer a tona tanta esperança e possibilidade de uma vida melhor, porque então ela ainda não atinge todas as camadas da nossa sociedade? Questionamento este que nós fizemos e também reforçamos com artigos de especialistas e pedimos, para complementar, um parecer do cara responsável por tudo o que rola de arte e cultura em Votorantim – o Secretário de Cultura, Werinton Kermes, que mandou ver num artigo que a gente apresenta na íntegra. E, já que o assunto é FAZER PENSAR inclusão social pela arte, o PROVOCARE acompanhou todo o desenrolar de um projeto bem bacana, que movimentou a comunidade – seja pelas oficinas realizadas na escola, quanto pelas palestras e shows que selaram esta iniciativa onde o assunto foi o Hip-Hop e sua disseminação, mais latente, nas periferias. O projeto valeu um especial no jornal pelo seu contexto social, cultural e artístico, além, claro de trazer à tona a discussão de que o movimento nada tem a ver com a apologia a violência, muito pelo contrário, tudo sangue bom!
A arte - em suas diversas vertentes – foi explorada nesta edição de estréia. A data comemorativa ao dia do escritor – (25 de Julho) - foi resgatada no artigo do poeta gaúcho, tudo de bom, Fabrício Carpinejar e na homenagem a um grande escritor local, que aos trancos e barrancos faz da arte sua expressão mais simples e mais brilhante. Construtor de casas e de textos – Seu Paulo reconstrói uma Votorantim que ele ouve dos causos.
Quem entende a nossa cultura contextualizando suas diversas manifestações artísticas, vai se deleitar com a descoberta ou a confirmação do talento, inteligência e da cabeça bacana do nosso refém, digo, entrevistado. Prendemos o Cléber – do Trio Curupira num bate-papo pra lá de descontraído, sobre vários assuntos – não lineares, diga-se de passagem - com cara de papo de boteco mesmo!
No mais – ou sem mais no momento, a mim só resta dizer: Divirtam-se! Boa leitura!Tem muita coisa bacana, promoção, agenda, dicas, claro, e ainda a presença honrosa do elegante e galante "Tiozinho do Shopping" na nossa capa de estréia. Saravá!